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Em Corumbá
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A vereadora Hanna Santana cobrou informações sobre as ações desenvolvidas pelo Município para identificar, matricular e assegurar a permanência de jovens e adultos que ainda não concluíram a educação básica.
O pedido foi por meio de um requerimento encaminhado à secretária municipal de Educação, Elizama Medina de Ávila, no sentido de avaliar os resultados da busca ativa realizada pelo Município, especialmente no âmbito da iniciativa “Portas Abertas”, divulgada com o objetivo de ampliar o acesso à Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Entre as informações solicitadas estão o número de pessoas identificadas como potenciais estudantes, quantas efetivamente realizaram a matrícula e, desse total, quantas permanecem frequentando as aulas. O requerimento também questionou quantos estudantes deixaram de frequentar a EJA depois de matriculados.
Para Hanna, a efetividade da política pública não deve ser medida apenas pela quantidade de pessoas localizadas, mas também pela capacidade do Município de transformar a busca ativa em matrícula, frequência e conclusão da educação básica.
“Identificar quem está fora da escola é um passo importante, mas precisamos saber quantas dessas pessoas conseguiram efetivamente retornar aos estudos e quantas permanecem frequentando as aulas. Garantir o direito à educação significa abrir as portas, compreender as dificuldades de cada estudante e oferecer condições para que ele permaneça até concluir sua formação”, afirmou a vereadora.
Solicitou ainda a identificação dos bairros e das regiões de Corumbá que concentram o maior número de jovens e adultos sem a conclusão da educação básica. Segundo a parlamentar, esse levantamento pode ajudar o Município a direcionar as ações de busca ativa, planejar a oferta de vagas e aproximar a EJA das comunidades com maior demanda.
A parlamentar também está questionando quais estratégias estão sendo adotadas pela Secretaria Municipal de Educação para alcançar as pessoas que foram identificadas, mas ainda não efetivaram a matrícula, assim como aquelas que se matricularam e posteriormente deixaram de frequentar as aulas.
PORTAS ABERTAS
Outro ponto é a continuidade da iniciativa “Portas Abertas”. Hanna pediu informações sobre a possibilidade de manutenção ou ampliação das ações e pede a relação atualizada das unidades escolares que oferecem a EJA, preferencialmente acompanhada do número de vagas disponíveis e de estudantes matriculados em cada local.
A Educação de Jovens e Adultos atende pessoas que, por diferentes circunstâncias sociais, familiares ou econômicas, não tiveram a oportunidade de concluir os estudos no período regular. Além da formação escolar, o retorno à sala de aula pode ampliar as possibilidades de ingresso no mercado de trabalho, qualificação profissional, autonomia e participação social.
“A EJA representa uma nova oportunidade para muitas pessoas. Por isso, precisamos conhecer os resultados alcançados, identificar onde estão as maiores dificuldades e contribuir para que essa política chegue justamente a quem mais necessita”, concluiu.
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